Eu amo a Internet!
16/07/2009

É muito bom!!!! Deus! Obrigado por me deixar ver tantas coisas fantásticas como essa! São coisas que, sem a internet, eu nunca teria acesso. Aliás, é muito bom todas essas pessoas no YouTube, fazendo as coisas mais absurdas do mundo! É muito bom ver quão é gigantesca a diversidade na terra, e como ela não tem limites, aliás… não tem nem noção… São bundas rebolando, gente bêbada sendo entrevistada, cachorro fazendo coisas inusitadas, uma mensagem para a mãe que tá longe, um vídeo ridículo para a namorada… Pior! Uma cacetada deles. É tudo muito brega, muito ridículo, muito sem noção, muito bom! São pessoas tendo os seus infinitos cinco, porque quinze é muito para a web, apesar de ter quem insista, minutos de fama.

O mais interessante de tudo isso é que lá, na web, tudo fica interessante, tudo que não interessaria a ninguém, aquilo que se faz, ou fazia, no quarto sem que ninguem estivesse vendo, para que ninguém visse mesmo! Hoje são esses segredos, as coisas mais compartilhadas na net. Sem medo de ser julgado ridículo, sem constragimentos, muito pior do que isso, sendo essas coisas que tornam tais personagens, estrelas da web.

Mas já que estamos falando da absurda falta de noção humana, não poderia deixar de citar a parte mais inacreditável disso tudo: aqueles que fazem de verdade! Ou seja: levam a sério o que estão fazendo!

Um dia desses eu tive o incomensurável prazer de me embolar de rir com o vídeo de INRI Cristo por exemplo. E momentos como esses são impagáveis… Assim como foram todos os outros em que recebí um e-mail com um link de um vídeo como esse.

Desses vídeos surgem então os melhores, mais absurdos, mais ridículos e mais fantásticos ícones da internet, detentores de tanta fama que passam a serem poderosos atrativos para uso comercial. É quando entra em cena a velha “sacadinha” de um ou outro publicitário, ou qualquer criativo atento e faz coisas como a fantástica campanha de lançamento da Aeiou que utiliza personagens dos vídeos mais assistidos no Youtube para montar um vídeo análogo ao antológico We Are The World. A campanha tem sido um sucesso e o vídeo tem sido assistido pela internet sem nenhum custo de veiculação.

Um outro case fantástico é o Lonelygirl15 que começou no Youtube como se fossem simples depoimentos de garotas solitárias que não tinham com quem conversar, o que, na verdade, não passava de uma super ação de Marketing de Guerrilha para o lançamento da série que é assistida na própria web.

Por isso e mais um monte de facilidades, de coisas extraordinárias que se pode  ter acesso e ainda fazer parte, por deixar as pessoas fazerem parte de algo. Sem falar no e-mail, nos infinitos meios de comunicação direta e indireta, na velocidade de tudo isso… Enfim… Por isso tudo é que eu AMO A INTERNET!!!

Só pra mostrar como eu amo a internet:

Obama.
14/06/2009

Um case que surpreende a cada instante.

Obama na posse

Obama na posse

Recebi um e-mail de um amigo com um link para uma página que continha fotos de lugares diferentes, registrando a posse de Obama.

É de conhecimento de muitos que o atual presidente dos EUA é uma pessoa de uma popularidade descomunal, e que isto foi conquistado, em parte, graças a ele, por ser uma figura simpática, de carisma expressivamente alto, centrado, enfim… alguém que além de todas as qualidades que os americanos acreditam ser essenciais para ocupar o posto mais alto de liderança do país deles, é também uma pessoa que facilmente conquista sorrisos de esperança através de um discurso bastante equilibrado, porém enfático e bem definido. Claro que não tem como tentar, aqui, definir ou resumir em poucas palavras o atual Presidente dos Estados Unidos, até mesmo porque não é o caso, só não poderia deixar de dar-lhe parte do mérito sua vitória.

Entretanto, existe uma outra parte que é de fundamental relevância na eleição de Barack Obama, e esta não tem nem como ser mensurada em um texto, ou talvez nem em um livro, quem sabe vários, uma enciclopédia talvez bastasse. Portanto, este também não é o meu objetivo aqui.

O que realmente gostaria de comentar são alguns pontuais quesitos que chamaram a atenção de centenas de comunicólogos, publicitários, estrategistas, jornalistas e mais uma série de profissionais que trabalham com comunicação, marketing e propaganda.

Eis a questão:

Tudo bem que o momento era propício, mas eleger um presidente negro em um país de grande expressão racista é uma tarefa de árduo trabalho e um desafio homérico. O que fazer então para driblar essa barreira? Lavagem cerebral para convencer a todos de que ele não é negro? Bem, se tratando de estratégias americanas, esta não seria uma opção descartável. Mas, graças a Deus, não foi o que fizeram.

Um candidato a presidência dos Estados Unidos da América que não possui um discurso tão conservador e totalitarista quanto a população americana elegeu nos dois últimos mandatos, não seria o mais indicado à vitória, a não ser que existisse uma, ao menos, moderada rejeição do presidente em posto. E isso é um bom ponto de partida.

Somando-se então um problema a uma oportunidade, surge a necessidade de se estabelecer uma estratégia minuciosamente planejada para não deixar as coisas se desamarrarem e por em risco a mais surpreendente eleição já acontecida nos EUA, ao menos nas últimas décadas (não sou historiador para afirmar que fora esta a mais surpreendente de todos os tempos).

Criou-se então uma imagem perfeita de alguém que poderia representar todos, ou ao menos a maioria dos americanos. Um homem negro, porém mestiço, culto, competente, que venceu todas as barreiras impostas pela vida, batalhador, equilibrado, sucinto em seu discurso, coerente em suas afirmações e, principalmente, uma pessoa do povo. Parece até que estamos falando da imagem que o presidente Lula plantou na mente de cada brasileiro em sua primeira eleição, resguardando as devidas diferenças.

Mas como fazer tudo isso se tornar voto? Como fazer o povo americano entender que aquele seria realmente o reflexo do povo americano? E mais: Como fazer o povo americano acreditar que ele era o seu reflexo?

Utilizando todas as possíveis ferramentas que se dispõe numa campanha eleitoral nos EUA, entra em cena uma novidade estratégica, e agora sim eu posso afirmar, nunca antes utilizada com tanta força e tanta eficácia, quanto fora desta vez.

O Internet Marketing, na campanha de Obama, foi um fator estratégico crucial e de extraordinária relevância para sua eleição.

Eram Twitters sendo disparados em uma velocidade e quantidade incontável, seguindo cada passo do candidato, um site que possuía uma arquitetura extremamente acessível e contendo quase todos os modos de comunicação que a internet possui. Entre vídeos, textos, depoimentos, discursos, sites de relacionamento, blogs, e tudo mais que pode-se aproveitar para estabelecer um contato direto ou indireto, imediato, ou não imediato, com o eleitor, estavam presentes nas páginas de internet feitas pelos eleitores, os blogs em homenagem a Obama, perfis falsos e verdadeiros, que descreviam o candidato.

Um movimento tão grandioso e tão intenso que só poderia gerar um resultado: Proximidade.

A população americana estava próxima de seu candidato, como nunca estivera antes.

Disputando de igual para igual o espaço lhe cedido na mídia convencional (apesar de não considerar desta forma “convencional” nenhuma mídia, sei que assim me farei ser entendido), o espaço na “net” era todo de Obama.

Agora o americano podia ver e seguir o seu candidato, como se fosse tão próximo a ele, quanto de um amigo. Podia ter acesso ao seu candidato, sem que precisasse esperar que ele aparecesse na TV, no rádio, ou em um, talvez único discurso, isso se tivesse sorte de estar presente em algum. Pelo contrário, poderia assistir todos os seu discursos, todas as suas declarações, e até saber o que ele comeu entre uma entrevista e outra.

Agora estava criada a possibilidade de votar em um presidente que se conhecesse tão bem quanto um familiar, ou pelo menos o inconsciente de cada eleitor estava apto a pensar isso.

Somemos tudo isso ao fator de oportunidade que lhe guardava uma parte dos votos, o seu discurso, os anseios americanos e uma boa dose de carisma.

Para finalizar tudo isso, imagine que existissem “fotógrafos” espalhados por diversos pontos do mundo, apenas para registrar, do ponto de vista do povo, mundial, a posse de Obama. Na verdade, não necessariamente isto estivesse realmente planejado, ou foi apenas identificada a oportunidade de se pedir tais fotos pela internet, mas é muito difícil não imaginar que alguém também tenha vislumbrado, de ante-mão, esta magnífica ação.

O mundo está conhecendo uma nova forma de fazer Marketing, e esta é muito mais poderosa que todas já conhecidas, esta não parte do ponto de vista das empresas para atingir as pessoas, mas sim das pessoas para atingir as marcas, e mais: Faz com que as pessoas sejam as mídias, os clientes, expectadores, produtores de conteúdo, vendedores, propagadores, e às vezes, os fazem se enxergarem , como no caso em questão, a própria marca.

Habbo ou Orkut?
10/06/2009

Será que é para eu entrar no Habbo? Ou já basta estar no Orkut?

Eu entrei em um turbilhão de necessidades, que me pareciam ser essenciais para minha sobrevivência no mundo profissional. Era preciso entrar no Orkut e eu entrei, pois se não existisse lá, não existiria para o mundo, e um belo dia percebi que as pessoas não me chamavam mais para sair porque eu esquecia de entrar no MSN e não olhava os meus recados no Orkut. Então apareceram Smiles, Emotions, e 🙂 :/ :b … E eu tinha que saber como pô-los nos meus textos, senão eu não seria uma pessoa legal, antenada, dinâmica, atualizada. Quanto mais eu me antenava, buscava estar no TOP das novidades, percebia que ainda precisava ficar mais atualizado, até que desisti de ser o mais interado sobre as novidades que todos os outros, e passei a acompanhá-las naturalmente de acordo com a evolução das coisas. Na verdade, eu não estava acompanhando nada tranquilamente, eu já havia sido domado a agir de forma mecânica sobre tudo que aparecia de novo na web. Eu já havia me acostumado a correr e por isso não me sentia mais correndo.

De repente meu mundo desaba. Apareceram YouTube, MySpace, Facebook, Flickr, SlidShare, Delicious, RSS feed, Twiter, Digg, LinkedIn, e eu não tinha nem um Blog!

Mas porquê será que eu deveria ter um blog? Eu não já tinha perfil no Orkut?

Enfim… Após já metralhado por todas estas infinitas formas de me relacionar com várias formas de vida na web, tudo isso começa a se interligar, e todos eles começam a aparecer em baixo de uma notícia, de um vídeo, e tudo tem um botãozinho para você “Twitar”, “Blogar”, “Youtubar”, “Flickar”, “linkar” com o seu Orkut, botar onde quiser… E derrepente me aparece um tal de Habbo. Será que eu vou ter que fazer o meu cadastro e convidar as pessoas para entrarem no meu Habbo???

Um dia eu vou acabar desistindo de tudo e uma hora dessa eu acabo me mudando para o mato.