Não há mediador!
18/06/2013

Jovens tomam de orgulho o país em manifestação em frente ao congresso e no mundo inteiro. (foto: Carta Capital)

Não. Não há mediador nos protestos, não há representante, não há frente de diálogo. Pois bem… Espero que assim, continue. Existem sim, pessoas que organizam as manifestações que hoje, ainda não se sabe no que vão dar de fato, mas não há frente política, ainda, falando pelo povo.

Não trata-se de uma greve, onde o sindicato vai fazer um acordo “bom” para ambas as partes, acordando, na verdade, o que melhor convém a ambos os líderes (patronal e sindical). Não é um protesto contra esse ou aquele político, não é uma manifestação pedindo a diminuição de tarifa de ônibus. É um levante! Um movimento sem causa específica, pois é repleto de todas as causas. É um país em toda sua extensão humana, dentro e fora de seu espaço físico. Aliás, uma das mais belas manifestações patrióticas já vista pela humanidade, pois o movimento é pela mudança de um país, não de um comportamento global, mas, mesmo assim, possui abrangência global.

Hoje, o Brasil é centro do mundo, não só por causa da Copa ou das Olimpíadas. Faço questão de elucidar que o fato de termos Copa e Olimpíadas é consequência do fato de que o Brasil está na mira do planeta inteiro. Na verdade, a gente não vê muito daqui de dentro, mas as massas financeiras vão girando o mundo, em busca de países para seus investimentos, sendo que à medida em que eles vão evoluindo em políticas internas e aumentando o nível intelectual da sua população, vão também tornando-se desinteressantes aos especuladores, porém vão se transformando em novas potências mundiais. Há quem diga que o Brasil é uma delas, com um PIB de U$ 2,395 trilhões, mas esse valor é de um Brasil de terceiro mundo com uma indústria incompleta, falha, arcaica e completamente vendida. Não… O Brasil é uma potencial potência mundial, sendo cada vez mais potencializada para se tornar uma grande “fábrica de dinheiro” para o mundo, não no mundo.

Como um país com um déficit educacional tão imenso e cada vez maior, com uma população cada vez mais idiotizada e manipulável dentro de sua própria certeza de liberdade e incapaz de controlar, ou até mesmo entender uma corrupção holisticamente espalhada  por todos os níveis sociais, pode-se imaginar “potência” mundial?

Como esse mesmo país de, hoje, 7º PIB mundial, ganha tanto e tem tão pouco? Como entender tudo isso e não se deixar a mercê do embasbacamento generalizado?

Indo pra rua? Sim. Indo pra rua, para as redes sociais, para o plenário, para as Câmaras de Deputados e de Vereadores… Mas isso é uma fase. E a próxima?

Vamos passar a pedir que todas as contas de todas as instituições públicas possam ser acompanhadas publicamente? Vamos parar de eleger os mesmos políticos, e ao invés disso, sempre novos, mantendo apenas os que estiverem fazendo um trabalho VISIVELMENTE interessante à população? Isso seria ótimo! Mas antes de tudo isso, vamos usar essa mobilidade tamanha para lembrar que a corrupção ainda faz parte da educação do brasileiro, não apenas no “governo”, mas em todo o nosso povo. Vamos nos manifestar! Mas também, assumir atitudes corretivas de fato. Pois muitas vezes brigamos por direitos e nos afogamos em acordos que apenas representam o grupo que estava negociando, deixando todo o resto com soluções paliativas.  Mas vamos em frente! Ainda não temos frentes políticas à frente desse movimento, mas elas aparecerão. Por isso alerto: cuidado! Essa manifestação deve continuar, não só nas ruas, não mais nas ruas apenas, mas sim na vida. Vamos organizar infinitas comissões, vamos auditar as contas das escolas públicas e dos hospitais, das prefeituras, dos tribunais, vamos descentralizar o poder estatal e trazê-lo de volta à mão do povo, através da fiscalização. Sejamos síndicos das nossas esferas, cobremos resultado do estado de forma efetiva. Façamos, de fato, a nossa parte. E quando não quiserem nos atender, vamos às ruas novamente! Sempre… Sempre… Sempre…

Limpando a alma…
12/06/2009

Não é notícia de primeira mão, mas vale ser visto.
Um projeto de limpeza coletiva que não vai mudar o mundo, mas mostra um caminho para melhorar muita coisa.